quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Quase 3 anos e a descoberta das birras!



Dizem os mais entendidos, e sem se enganarem é certo, que o maravilhoso terceiro ano de vida é o mais propicio para a descoberta das birras… Nem sempre é fácil gerir tais comportamentos, pois no fundo é disso que se trata… as birras não serão mais do que as manifestações da vontade da própria criança.



A F. não foge à regra, e claro nós, papás também não… pois o desânimo, a impaciência, e a angústia, de muitas vezes não tomar a atitude mais concertada, desperta em nós um grande desconforto e tristeza.
Penso contudo, que devemos encarar as birrinhas sempre com um lado positivo, (por muito que nos custe), devemos pensar que não são apenas sinónimo de muito mimo, as birras são de certo modo uma forma saudável dos mais pequenos mostrarem as emoções, sentimentos, vontades e necessidades.



 A F. tem uma personalidade muito forte e vincada, e nestas coisas de mostrar o que quer e como quer é muito pragmática sem muita margem de manobra, sem que rebente um conflito… o melhor é negociar sempre com muito diálogo, muita conversa e explicação. (não é fácil quando se ouve um sai daqui, deixa-me em paz, é injusto… e pensamos para nós, ai que a pirralha que se está a sair…).
 Realmente o mais fácil, mas incorrecto, é ceder às birras e deixá-los à vontade, (nem sempre, nem nunca) …, embora quando faço a vontade à birra, sinto que a F. tem perfeita noção que ganhou uma quezília com a mamy. A paciência, a não exigência, a espera, a partilha são algumas das coisas que estou a tentar incutir à F. para que aos poucos perceba que controlando estas atitudes e bem mais feliz.
Tento manter a calma, de modo a que a força nunca seja usada (acho errado e desnecessário). Por vezes, deixá-la sozinha e ignorando o seu comportamento ajuda a resolver, pois percebe que não a leva a lado algum. O castigo por vezes surge, (com grande pena minha em casos únicos)… e qual é? A F. fica no quarto sentada o tempo que os papás entenderem (muito a contragosto é certo, pois pede desculpa de imediato, assume que não queria ter feito a birra, mas agora tá feita, tá feita). Isto causa-lhe mau estar, mas ela acaba por se distrair com os seus amiguinhos bonecos que lá tem a fazer companhia, (devo confessar que assim me sinto melhor). Isto quando está em casa claro,
 Quando está fora de casa fica firme como uma rocha junto dos papás, sem muitos miminhos (tenta-se que assim aconteça) para que perceba (raramente acontece e chora) que não está a proceder correctamente! Não posso dizer que as birras são uma constante da F., mas quando surgem são muito agitadas! 
Aos poucos é necessário ir conhecendo um pouquinho mais e melhor a personalidade dos nosso pequenos. Só assim é possivel gerir de forma mais adequada as reacções aos vários contextos, permitindo que se sintam confortáveis com as decisões dos mais adultos. É importante çembrar que em muitas circunstãncias as birras surgem a partir de decisões tomadas pelos mais crescidos e que não foram partilhadas e conversadas com os mais pequenos! Defendo que deve acima de tudo existir diálogo para que as crianças percebam o porquê das nossas decisões e vontades! Porque afinal eles também têm vontades que devem ser respeitadas, em muitas ocasiões e que são ignoradas por nós, e será que eles compreendem porquê! 



Não são o fim do mundo, e sim as birras fazem parte do nosso desenvolvimento, temos de as compreender e se possivel ajudar a que terminem rápido! 


Beijinho
Cristina Oliveira

7 comentários:

30anoseumblogue disse...

Amo as fotos todas deste post e considero-o muito útil. A M ainda nem 2 anos tem e já me põe a suar com algumas das suas manifestações de teimosia... por isso ultimamente um dos livros da minha mesa de cabeceira é o "Grande livro dos medos e das birras" de Mário cordeiro.
kiss

Regina Pimenta disse...

a princesa está cada vez maior :o
as birras fazem parte na idade dela, e também... quem não fez ou ainda faz as suas birras? :)
beijinhos*

p.s.- o blog está fantástico, Cristina* :)

Cristina Oliveira disse...

Obrigada Li, incrivelmente as fotos foram muito espontaneas, quanto as birras enfim nada a acrescentar... o livro é muito bom mesmo, mas acredita quanto menos esperas aparece uma nova! Mas só assim é que tudo é mais fantástico. Beijinhos grandes!

Cristina Oliveira disse...

Obrigada Reginitinha, quem já não fez e faz birras não é! Ainda hoje, mas isto é um segredo, adoro fazer as minhas... que gozo que dá, mas quando não somos nós os protagonistas não é fácil de gerir...beijocas lindona!

MC disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marília Costa disse...

Bem teria um livro se quisesse escrever sobre as birras da V. pois ultimamente são uma constante e cada vez mais rebuscadas :) O teu blog está muito fofinho!!!

Adoro-te Mamy... disse...

obrigada Marilia, devo confessar que por vezes fico surpreendida pelo rasgo que a F.tem nas atitudes de imposição... bj

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